sábado, 17 de maio de 2008

Sigo.

À espera. À espera de tudo. À espera de nada. À espera de um tudo que não é nada. À espera de não sei quê.O cansaço que consome a minha alma. A minha alma em pedaços. O cansaço impede-me de continuar. A espera insuportável.
Vivo de esperanças. Vivo de ilusões. Vivo do irreal. Vivo de incertezas. Vivo de palavras impossíveis. Já não vivo de ti. Vivo da memória que tenho de ti. De sonhos. De solidão.
Sinto-me encurralada no mesmo lugar há tempo demais. Tempo que não pode ser contado. Sinto-me sufocada. Já não pertenço aqui. Não é este o meu lugar. Procuro o que resta de mim. Tento encontrar-me. Aquilo que levaste. Tento juntar todos os pedaços de mim, mas ainda faltam partes vitais.
Caminho. Parte de mim ficou para trás. Caminho em direcção ao presente, deixando grande parte no passado. Vou dando passos pequenos. Passos de criança, como se estivesse a aprender a caminhar. O percurso é longo e eu ainda agora comecei. O cansaço. O que resta de mim.
Não. Não desisto. Largo as memórias. Continuo. Muito devagar. Passo a passo. Lentamente. Incompleta, levo-me.
Sigo.
Sozinha.

1 comentário:

co-seno disse...

"The truth is that we come into this world alone and leave it the exact same way."