Saio de casa. Vou por aí. Sinto-me mais só que nunca. Isolada. Abandonada. Centenas de pessoas à minha volta e eu sozinha. Vou aqui… ali. Ando às voltas como se andasse perdida mas conheço perfeitamente todos estes sítios pois já passei por eles vezes sem conta, sempre sozinha. Eu e a solidão. Fumo um cigarro. Tomo café. O café amargo confunde-se com a minha própria amargura. Sinto-me uma pessoa triste.Hoje a solidão não é um refúgio para mim mas sim um fardo que carrego. Hoje não me quero refugiar na solidão mas sim nas pessoas. Quero sentir-me aconchegada por risos, alegria... quero sentir que não estou sozinha. Imagino... sonho....
Sento-me. Acendo outro cigarro. Vejo a solidão ao meu lado. Olha para mim como se já me conhecesse desde que nasci. Vejo que me tem acompanhado toda a minha vida. Sorri para mim. Abraça-me com a força do mundo, faz-me sentir que nunca me irá abandonar. Entranha-se em mim. Sinto cá dentro o seu frio, o seu vazio. Acomodo-me a este vazio. Percorro as ruas... volto para casa.
Sozinha.
2 comentários:
E dizem os leigos que os poetas são loucos, dizem eles que escrevem coisas sem sentido aquando do seu absurdo mergulho nos sentimentos e sensações.
Já eu digo q escreves a verdade, a realidade daquilo que sentes e exprimes nas palavras que te saem pelos dedos depois de te corroerem a alma...
Veia poética dizes tu... Alma poética digo eu!
=)
Sentes-te sozinha mas a verdade é que não estás.
Sentes-te porque te faz falta UMA só pessoa, a qual te deixa ver o mundo de uma forma que mais ninguém consegue.
The thing is, que essa pessoa não faz mais parte do presente...
Sabes o que isto significa, right?
Oh. Gosti. *.*
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