O tempo não pára. O meu coração ficou para trás, longe. Perdido. O tempo não esperou. Desdobro-me. Perco-me. Não me sei. Não me conheço. O espelho apenas aumenta a duvida. Quem sou eu? O reflexo que me sufoca.
Escrevo. Escrevo de ti… de mim. Escrevo do que sei escrever. Escrevo de tudo que afinal não é nada. Para quê?... Escrevo porque não o sei dizer. Procuro-me nestas palavras, em cada linha… em cada palavra.
Deito-me. Penso em ti. Dou voltas e voltas na cama. Levanto-me. Escrevo. Por que o faço?... Não sei. Talvez porque tudo o que escrevo não o saberia dizer. Talvez porque cada letra que escreva alivie a minha dor.
Escrevo. Escrevo o impossível, escrevo pedaços de palavras que se perderam e que vou encontrando. Escrevo sentimentos. Angústias. Escrevo o que trago comigo… perdas… derrotas. Escrevo palavras sem sentido.
Escrevo-me…
Escrevo-te…
Escrevo-nos …
Apenas, escrevo.
Escrevo-te…
Escrevo-nos …
Apenas, escrevo.
3 comentários:
Posso dar-te a minha força para também tu seguires em frente? (L)
:) []
E eu diso-te a escrever, para não estragar a beleza cíclica das coisas, continua a escrever!
Enviar um comentário